No dia 22 de Abril, tivemos uma data importante para o Brasil. Mas você sabe o por quê ?
Desde o primeiro contato, os povos indígenas foram rotulados como primitivos, selvagens — não por falta de inteligência ou sensibilidade, mas por não se encaixarem no padrão europeu de civilização. A poligamia, os rituais antropofágicos e outras expressões culturais eram vistos com espanto e desprezo. Para os invasores, esses povos não eram "evoluídos" o suficiente. Julgavam com soberba o que não compreendiam.
Os cronistas enviados para relatar o “Novo Mundo” escreviam a partir da ótica eurocêntrica, filtrando tudo pela régua de sua própria cultura. Assim, os relatos produzidos não buscavam entender, mas classificar, julgar, moldar. Um ritual sagrado, como o ritual antropofágico, foi reduzido à ideia de canibalismo, esvaziando seu sentido espiritual e simbólico. A cultura indígena foi distorcida, silenciada e reescrita para servir aos interesses da metrópole.
E na nossa região? Você conhece sabe o significado do nome da rodovia?
Os Tamoios formavam uma confederação com várias outras etnias tupinambás, que resistiam à colonização portuguesa, partiam para a batalha quando necessário. Um de seus principais líderes foi Cunhambebe, responsável pela maior batalha contra a capitania de São Vicente, atual São Paulo, que durou mais de 10 anos. Atualmente, temos a rodovia dos Tamoios, que corta o município de Paraibuna e é uma das únicas que ao invés de eternizar o nome de colonizadores, retratou o povo guerreiro que passou por nossa região.
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Não se descobre o que já era habitado, cultivado e vivido. O que houve foi uma invasão brutal. Os donos da terra foram obrigados a abandonar seus modos de vida. Os que resistiram, foram perseguidos, escravizados ou mortos. Suas culturas foram esmagadas para caber no molde português de exploração: da terra, do corpo, da alma.
Foi um processo de dominação violento, um genocídio cultural e físico. Não foi o início de uma nova era — foi o começo de uma luta ancestral pela sobrevivência e pela memória.
Por isso, temos o dever de pensarmos em 1500 não como o marco inicial da História do Brasil, mas sim como o marco inicial do genocídio, apropriação da terra e exploração. O Brasil é terra INDÍGENA!
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